terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Morta

Sonhei-te morta, no vigor dos anos,
no ameno leito de jasmim e rosas;
teus olhos eram dois mortos tiranos,
no cárcere das órbitas formosas.

Por sobre o cortinado de áureos panos,
o sonho lirial das amorosas;
e tu, na flor de teus primeiros anos,
morta, no leito de jasmim e rosas!

Depois... Eu fui beijar-te a face calma,
quando um cortejo lúcido de arcanjos
baixou... Levando a tua própria alma...

E ouvi das flores que esmaltavam a porta
da alcova, estrelas-flores, flores-anjos,
todos diziam que tu estavas morta!
                                                                  Astério de Campos

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