sábado, 10 de dezembro de 2011

Olé

Há pouco tempo conheci uma pessoa,
que me encantou de imediato.
Não tive nenhum desaponto,
tudo nela é feito com recato.

Meiga, estatura pequena, delicada,
e de certo ponto eu diria sem questionar,
frágil,frágil até no seu falar.

Disse-me que gosta de coisas simples,
nada que tenha muito requinte.
Eu concordando com ela, digo:
"Com isso te ergo um brinde".

Pelo que percebi,muitos a chamam de vó,
acho que é como ela mesma se auto denomina.
Para mim, confesso, isso não senti,
acho mais parecida com uma menina,
ou porque não dizer; um colibri.

Mas essa pessoa me surpreende,
quando coloca entre os dedos, a castanhola,
e dança, volteia, sapateia, balança,
e vira uma espanhola.

Gritando "olé", peço a ela que dance e não receie.
Que permita-me não chamá-la de vó.
Mas simplesmente, Meire.
Olé!
                                                           Eneida Tagliolatto

Um comentário:

  1. Que delicadeza, que mimo de poesia.
    Quem conhece sabe de quem você está falando e quem não conhece vai ficar babando...

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