Como todo feriado prolongado, a casa de minha vizinha, dona Clarinda, fica cheia com a chegada de seus descendentes.
Dos seus cinco filhos, dois moram fora de Campinas. Cleusa, a filha mais velha, e Maria Elcida, a penúltima. Essa carinhosamente apelidada de Doca, coisa que até hoje não entendo, pois não vejo ligação nenhuma com o nome, mas não tenho nada com isso.
Tanto Cleusa, como Doca e Cláudio, têm três filhos. Cássia, a caçula, tem dois. Carlos não teve filhos. Não posso me esquecer dos agregados: genros e noras. Então já viram como a casa fica cheia.
Dona Clarinda adora esse movimento, ainda mais do jeito que gosta de cozinhar. É frango com polenta, macarronada com molho de linguiça calabresa, aquela que ela compra toda semana na feira. Isso sem falar nas costelinhas de porco, feijão temperado com bacon, que dona Clarinda diz:-Sem bacon o feijão não tem sabor!
Não preciso comentar que dona Clarinda e suas filhas são redondas... Mas dona Clarinda é um pouquinho mais que as filhas.
Quando estão todos no quintal, é impossível que da minha casa, mais precisamente de minha cozinha, eu não ouça nitidamente o que conversam, sem contar que como eu, são descendentes de italianos.
Numa dessas ocasiões, estando eu arrancando mato de um dos meus canteiros no quintal, não pude deixar de ouvir um comentário no lado vizinho. Percebia-se que várias pessoas estavam conversando, e em dado momento, Bebeto, o filho caçula de Cleusa, um adolescente tagarela, diz: - Gente, aquela parte da mulher chamamos de perereca, não é? Mas olha aqui para o varal e vejam o tamanho da calçola da vó... Então, só podemos deduzir que aquela parte dela, é sapo boi!
A risada foi geral, inclusive eu própria não me contive e entrei correndo para que não ouvissem o meu gargalhar.
Por uns bons tempos, toda vez que eu via dona Clarinda, não podia ficar sem imaginar o tamanho daquela parte.
ENEIDA TAGLIOLATTO
Plena Inspiração
Um espaço dedicado à literatura saudável. Contém: poesias, crônicas, contos e textos. Um espaço para pessoas de grande sensibilidade para o que é belo.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Raio Tenebroso
Quando quiseres voltar,
não encontrarás mais o endereço do meu coração.
Dei-o a outra pessoa!
Uma pessoa que me ama de verdade,
que não tira a minha liberdade.
Apenas me acompanha,
me acaricia,
e transborda de alegria quando me vê.
A mulher que hoje é dona do meu coração,
me trouxe a paz, a tranquilidade,
a vontade de viver.
Colocou em meus lábios,
npovamente um sorriso.
Fez de mim um ser supremo...
Um homem pleno,
repleto de emoção.
Sou agora aquele que chora,
mas chora de felicicdade.
Tenho alguém que me completa,
me deixa louco,
permite que eu invada seu corpo,
e me enche de prazer.
Você é passado...
Um triste passado.
Entrou em minha vida
somente para se vangloriar
de ter me causado
tanta mágoa,
tanto pesar.
Saudades, não tenho!
Saudades se tem quando se perde algo precioso.
E você foi um raio tenebroso.
Chegou, maltratou e passou...
ENEIDA TAGLIOLATTO
não encontrarás mais o endereço do meu coração.
Dei-o a outra pessoa!
Uma pessoa que me ama de verdade,
que não tira a minha liberdade.
Apenas me acompanha,
me acaricia,
e transborda de alegria quando me vê.
A mulher que hoje é dona do meu coração,
me trouxe a paz, a tranquilidade,
a vontade de viver.
Colocou em meus lábios,
npovamente um sorriso.
Fez de mim um ser supremo...
Um homem pleno,
repleto de emoção.
Sou agora aquele que chora,
mas chora de felicicdade.
Tenho alguém que me completa,
me deixa louco,
permite que eu invada seu corpo,
e me enche de prazer.
Você é passado...
Um triste passado.
Entrou em minha vida
somente para se vangloriar
de ter me causado
tanta mágoa,
tanto pesar.
Saudades, não tenho!
Saudades se tem quando se perde algo precioso.
E você foi um raio tenebroso.
Chegou, maltratou e passou...
ENEIDA TAGLIOLATTO
Trecho do livro-"Um retrato do artista quando jovem" James Joyce
..."o artista, como Deus da criação, permanece dentro, atrás,além ou acima de sua obra invisível, aprimorado fora da existência, indiferente, aparando as unhas."
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Brincando com o A E I O U
Hoje acordei tão estranha,
sem vontade de sair da cama.
Você dizendo que era manha,
que eu faça como você, que não reclama.
Hoje estou tão diferente,
será real ou apenas um deleite.
Você diz que isso é frequente,
que ue preciso é mesmo de um enfeite.
Hoje acho que sou um Bem-te-vi,
sem ninho e nada aqui.
Você dizendo se eu não senti,
que mais pareço um sagui.
Hoje na hora do almoço,
será; espero, um colosso.
Você diz sem alvoroço,
que eu ganharei apenas um osso.
Hoje à noite comi angu,
sem sobremesa, nem mesmo sagu.
Você dizendo que eu não faça sururu,
que para você eu sou um chuchu.
Depois de tanta esculhambação,
você acaba me pedindo perdão.
E eu te digo, que da sua parte,
enfim algo surgiu, mesmo sem arte.
Você me comparando a um chuchu,
me ajudou, e muito, a completar o: A E I O U
Eneida Tagliolatto
sem vontade de sair da cama.
Você dizendo que era manha,
que eu faça como você, que não reclama.
Hoje estou tão diferente,
será real ou apenas um deleite.
Você diz que isso é frequente,
que ue preciso é mesmo de um enfeite.
Hoje acho que sou um Bem-te-vi,
sem ninho e nada aqui.
Você dizendo se eu não senti,
que mais pareço um sagui.
Hoje na hora do almoço,
será; espero, um colosso.
Você diz sem alvoroço,
que eu ganharei apenas um osso.
Hoje à noite comi angu,
sem sobremesa, nem mesmo sagu.
Você dizendo que eu não faça sururu,
que para você eu sou um chuchu.
Depois de tanta esculhambação,
você acaba me pedindo perdão.
E eu te digo, que da sua parte,
enfim algo surgiu, mesmo sem arte.
Você me comparando a um chuchu,
me ajudou, e muito, a completar o: A E I O U
Eneida Tagliolatto
pensamentos
"Para que levar a vida tão a sério se ela é uma incansável batalha da qual jamais sairemos vivos".
Bob Marley
Bob Marley
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Vida de poeta
O que traz na vida um poeta?
Um amor não correspondido, uma lágrima incontida.
O que um coração de poeta anseia com tanta volúpia?
O alívio do sofrimento d'alma, ou uma ilusão mantida.
Doce poeta, por que as lágrimas brotam em seus olhos?
Por que as palavras embalam seus sonhos de papel?
Onde mora a inspiração dos seus versos?
Vive na penumbra das noites buscando respostas no céu.
Suas palavras são como as estrelas,
Nascem com o pôr-do-sol e se calam com o calor.
E se tornam bálsamo aos corações flagelados.
O poeta vê a luz do sol em cada sorriso,
Percebe a beleza da flor escondida no penhasco.
E vive em busca do paraíso...
Sílvia Trevisani
(extraída do livro"Se as estrelas falassem...")
Um amor não correspondido, uma lágrima incontida.
O que um coração de poeta anseia com tanta volúpia?
O alívio do sofrimento d'alma, ou uma ilusão mantida.
Doce poeta, por que as lágrimas brotam em seus olhos?
Por que as palavras embalam seus sonhos de papel?
Onde mora a inspiração dos seus versos?
Vive na penumbra das noites buscando respostas no céu.
Suas palavras são como as estrelas,
Nascem com o pôr-do-sol e se calam com o calor.
E se tornam bálsamo aos corações flagelados.
O poeta vê a luz do sol em cada sorriso,
Percebe a beleza da flor escondida no penhasco.
E vive em busca do paraíso...
Sílvia Trevisani
(extraída do livro"Se as estrelas falassem...")
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